Este pedaço de tecido colorido que gera encanto e curiosidade por onde passa tem suas origens há alguns séculos no continente asiático e chega à África por intermédio das trocas comerciais que pouco a pouco aportam à costa do Índico, concretamente em Moçambique.
Os anais da história indicam que a capulana chegou em África pela primeira vez nos Séculos IX a X, no âmbito das trocas comerciais entres árabes persas e povos que viviam ao longo do litoral. Quénia, Mombaça e Ilha de Moçambique aparecem nos registos historiográficos como primeiros locais que tiveram contactos longínquos na história do uso deste tecido no continente.
Também chamada de “pano” em Angola, “kitenge” ou “chitengue” na Zâmbia, Namíbia e “canga” no Brasil, o seu uso vai muito além da moda: o tecido é usado pelas mulheres para carregar os seus filhos nas costas, para carregar trouxas, para inúmeras funções, como toalha, cortina, pano de mesa, etc.
Quem pensa que é só um pedaço de tecido engana-se: o carinho e cuidado com que as mulheres tratam este tecido é distinto. Acredite se quiser, cada uma delas pode ter várias histórias para contar.
A capulana que carregou o seu primeiro filho, a capulana que casou a sua filha, que carregou a colheita do ano x e por aí vai. Com certeza se elas falassem teriam muito para contar.
Chega a ser uma peça de afirmação de identidade, pois mesmo originário de outro continente este tecido foi sendo aculturado pelas mulheres africanas e passou a ser parte da sua cultura.
Em algumas localidades do norte de Moçambique, a forma como a mulher amarra a capulana determina o seu estado civil: casada, solteira, divorciada, viúva, noiva, etc.
Fonte: Conexão Lusófona
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